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  • Sérgio Martins

Benke, do Boogarins, entre batidas e criação solitária


O Boogarins é uma bandas das brasileiras de carreira ascendente no exterior. Sua música de toques psicodélicos funciona especialmente ao vivo, onde o quarteto provoca uma espécie de delírio coletivo na plateia. Para Benke Ferraz, guitarrista do grupo, o confinamento tem pelo menos ajudado a se voltar para artistas que está produzindo e participar de um coletivo no Instagram, onde cria batidas e estuda novas composições para o quarteto. Benke Ferraz é o quarto convidado da série Canções do Confinamento.

O que você anda escutando nesse período tão estranho para todos nós? Principalmente artistas com quem tenho trabalhado. Como ninguém está fazendo shows, acho que todos estão focados em finalizar as produções que estavam em andamento - o Boogarins incluso. No início do ano, eu, Dinho e Ynaiã produzimos um EP para a cantora francesa Laure Briard. Estão finalizando a mixagem lá pela França e fico dando meus pitacos daqui conforme avançam. No momento estou em casa, no Recife, encerrando a mixagem do novo EP do Giovani Cidreira em parceria com Mahal Pita (ex-Baiana System) e do novo single da banda pernambucana Bule. Também finalizando um novo disco de inéditas do Boogarins chamado Manchaca, nome da rua onde moramos e gravamos nossos dois últimos discos em Austin, Texas.






Você ainda encontra inspiração para compor ou acha esse confinamento ou tem se dedicado a outras atividades?

Tenho tentado pegar na guitarra pelo menos uma vez ao dia, mas não tenho achado muitas canções na cabeça. Mas eu e Raphael começamos a participar de uma "corrente" no Instagram idealizada pelo Chico Correa chamada #30dias30beats , onde pelo menos uns 100 músicos diferentes estão criando beats diariamente nesse mês de abril. Só pesquisar essa hashtag por la que verá todo tipo de sons.

https://www.instagram.com/explore/tags/30dias30beats/

O período pelo qual estamos passando irá afetar a tua maneira de compor?

O Boogarins é uma banda que tem uma pegada bem única no ao vivo, onde todos instrumentos dialogam o tempo todo e os arranjos se desenvolvem e evoluem conforme estamos na estrada. Mas os trabalhos de estúdio sempre misturaram esse encontro dos quatro com a produção intimista, solitária, remetendo a gravação caseira - que é o que nos resta nesse momento. Portanto passar por isso, separado dos amigos e sem a possibilidade de tocarmos juntos, nos faz valorizar os momentos de criação coletiva, e imagino que aproveitaremos bastante esse reencontro.

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