Buscar
  • Sérgio Martins

Emanuele Araújo: "A música me dá fé e estímulo para acreditar em dias melhores"


Emanuelle Araújo é uma artista corajosa. Coroada como substituta de Ivete Sangalo na Banda Eva, no final dos anos 90, largou o posto de musa da axé music para dar vazão aos seus projetos artísticos, mais voltados para a MPB. Trabalhou como atriz em Ó Paí Ó, de Monique Gardenberg, formou o Moinho ao lado do guitarrista Toni Costa e da percussionista Lan Lan. Em 2016, lançou O Problema é a Velocidade, um belíssimo disco de pop onde as canções de autores baianos como Gerônimo e Marcio Mello conversam com as criações dos cariocas Gabriel Muzak e Moska. Este ano foi a vez de Quero Viver Sem Grilo - Uma Viagem a Jards Macalé, no qual ela recria as composições do autor carioca. Uma trilha e tanto para os estranhos momentos atuais pelos quais estamos passando. E ela ainda cantou Novos Baianos para um programa de TV, se preparou para viver Velma Kelly em Chicago, remontagem do musical da Broadway (adiado por causa da pandemia)... A menina ainda dança, como canta Baby do Brasil. Com vocês, Emanuelle Araújo.








O que você anda escutando nesse momento tão estranho para todos nós?

Tenho revisitado músicas que sempre fizeram parte da minha vida. A música na verdade tem sido minha grande parceira nessa difícil travessia do confinamento. Me dá fé e estímulo para continuar acreditando em dias melhores. Escolho os cantores que sempre me afagaram o coração: Gilberto Gil, Caetano Veloso , Luiz Melodia... fiz até uma playlist no Spotify. Chama O Som da Cura. Está aberta pra quem quiser escutar .

Você ainda encontra inspiração para produzir ou se dedica a outras atividades?

A inspiração está oscilando, assim como os dias. Dias produtiva, dias contemplativa. Tenho fugido das cobranças. Cada dia é um. Acho importante a possibilidade deste "olhar pra dentro", que parece ser o maior convite deste momento. Neste lugar eu me dou bem. O olhar pra fora e pra toda a loucura ao meu redor, é que muito me sensibiliza. Mas confesso que meu lado canceriana faz com que esta sensibilidade extrema sempre desemboque na arte. Fiz até um clipe, totalmente caseiro, da música Boneca Semiótica do meu novo disco em homenagem a Jards Macalé. Filmado pelo meu namorado, Fernando Diniz, aqui da minha quarentena. Está no meu canal do YouTube.

Você acha que o período pelo qual passamos irá afetar a tua maneira de compor?

Pela primeira vez estou sentindo a real necessidade de compor. Escrevo. Balbucio novos sons. Participei da composição da nova música do grupo eletrônico mineiro, Nie Myer (Anderson Noise, Lelo Zaneti, Henrique Portugal) . Devemos lançar em breve.




103 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo