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  • Sérgio Martins

Fafá de Belém e a explosão da solidariedade


A cantora paraense foi responsável por um dos discos/shows mais bonitos de 2019. Humana, um manifesto político poderoso, sem precisar apelar para palavras de ordem ou panfletagem. O tempo de reclusão tem sido importante para ela reafirmar seu amor ao jazz, executar tarefas domésticas e ainda se debruçar sobre a obra de Marcel Proust.

O que você anda escutando nesse período tão estranho para todos nós?

Eu tenho assistido muito ao Canal Arte. Vi um especial do pianista Dave Brubeck que amei, e tenho escutado muito CD - ainda acho essas mídias digitais muito complicadas. Adorei o disco da Letrux, que o (DJ e produtor) Zé Pedro me ajudou a ouvir, e muito jazz. Ballads, do saxofonista John Coltrane, Dinah Washington... Do Brasil, além de Letrux, Maria Bethânia e composições novas que me mandam.




Você ainda encontra inspiração para produzir ou dedicou a outras atividades?

Primeiro, tive de administrar esse confinamento. Como você bem sabe, sou hiperativa e meus primeiros dias foram meio caóticos, fazendo lives e atendendo ao que me pedem. Essa semana foi da explosão da solidariedade: falar com os hospitais, incentivar as pessoas, tentar colocar coisas positivas, enfim. E arrumar a casa, e lavar louça porque dei folga aos meus funcionários. Depois do caos, estou me dando mais tempo de respiro.

O período pelo qual estamos passando irá afetar teu processo artístico?

Eu não sou compositora, no máximo rabisco algumas coisas. Então aproveitei para dar prosseguimento à minha biografia e me dedicar à leitura. Recentemente, me voltei para Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, inspirada por uma conversa do Padre Fabio. E mato saudades dos meus netos pelo telefone e por vídeo. Mas sairemos mudados.


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