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  • Sérgio Martins

Henrique Portugal: "O tempo de reflexão ajuda a compor"


Henrique Portugal é um homem mais de ações do que de palavras. Tecladista do Skank, uma das principais bandas pop do país, ele tem desenvolvido uma carreira paralela importante. Portugal já apresentou um programa de rádio, no qual lançou bandas e cantores novos; dá palestras sobre tecnologia e como gerir carreiras artísticas, e atualmente assina uma coluna no jornal O Estado de Minas. Nos últimos tempos, se lançou em carreira solo, onde toca músicas que gosta e versões pessoais de hits do Skank. Eu tenho uma série de histórias pessoais com ele, uma das figuras mais bonitas e éticas que conheci em minha vida profissional. Mas jamais me esquecerei de um papo de horas numa casa noturna de Belo Horizonte (já extinta), por volta de 1997, onde discorremos sobre a trajetória artística do quarteto mineiro e das diferenças de sonoridade entre Calango e O Samba Poconé.

Com vocês, Henrique Portugal.

O que você anda escutando nesse período tão estranho para todos nós?

Coisas muito variadas. Estou estudando bastante e vendo documentários sobre artistas. Um que eu adorei foi o do Miles Davis.  


Você ainda encontra inspiração produzir ou se dedica a outras atividades?

Outro dia eu ouvi uma frase de uma amiga bem interessante. “Está na hora de fazermos viagens internas e deixar as viagens externas para quando tudo voltar ao normal”. 

Momento de reflexão mais tempo de sobra é uma boa receita para compor.



O período pelo qual estamos passando irá afetar a tua maneira de compor?

O mundo já está mudando em muitos aspectos.  Com relação à minha forma de tocar e compor, este período de reclusão me despertou a vontade de  estudar bastante. 

Vou até mandar uma foto de como está o meu piano. Com tudo pronto para gravar, da melhor maneira possível, as ideias que aparecerem.


 

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