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  • Sérgio Martins

Lô Borges: "A pandemia não me inspira"


O que você anda escutando nesse período tão estranho para todos nós?

Compus seis discos de inéditas nos últimos sete anos e nos meses de fevereiro e março compus quatro músicas com meu irmão, Márcio Borges. Então, eu aproveitei esse período de quarentena para cuidar de atividades não musicais - leitura, por exemplo. Porque fiquei tão empenhado com música nos últimos, que resolvi deixar o piano e o violão quietinhos.



Você ainda encontra inspiração para produzir ou se dedica a outras atividades?

Eu não preciso de pandemia para me sentir inspirado, acho estranho as pessoas sejam produtivas durante o confinamento. Sou um cara suficientemente inspirado para estar compondo quando estou a fim. Esse momento para mim é de isolamento social e vou me dedicar a outras atividades. A pandemia, definitivamente, não me inspira. Mas quando eu voltar a compor será no mesmo fluxo e a mesma intensidade com as quais eu vinha criando antes dessa quarentena.

O período pelo qual estamos passando irá afetar a tua maneira de compor?

Estamos sendo regidos pela imprevisibilidade. Passamos por um pandemia da qual não sabemos se está no está no meio, muito menos de quando será o fim. Mas espero que minha maneira de compor não seja alterada. Por mais que eu esteja passando por um momento de confinamento, espero que ele não seja alterado. Estava fazendo um disco mais voltado para as guitarras, que será meu projeto para 2021, que pretendo retomar mesmo no confinamento. Não acredito que irá mudar meu estilo de compor porque a música que fala alto dentro de mim não depende da vida exterior, por mais que a vida exterior toque muito a gente. Fazemos parte de um mundo que vive uma trágica pandemia. Ficarei satisfeito se eu ainda puder fazer o que estou fazendo.



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