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  • Sérgio Martins

Malía: "Estou tentando ser positiva"


Malía, de 20 anos, é uma cantora surgida na Cidade de Deus, zoa oeste do Rio de Janeiro e uma das revelações da black music brasileira. Em mais um episódio de Canções de Confinamento, ela, que tem posições firmes sobre problemas como rascismo e machismo, fala de sua receita para driblar esse período tão complicado: black music, MPB e vídeos para aprimorar cada vez mais os seus talentos.

O que você anda escutando nesse período tão estranho para todos nós? A música definitivamente influencia de maneira expressiva o meu dia, então eu basicamente começo o dia ouvindo Lianne La Havas no canal da NPR, que tem sido meu aliado. A participação dela me soa como uma trilha sonora de um filme romântico e isso tem me feito bem. Ouço Erykah Badu, Djavan, Lauryn Hill, João Bosco, Emilio Santiado e tenho visto muitos vídeos de performances, isso me anima nesse período tão complicado.



Você ainda encontra inspiração para compor ou se dedica a outras atividades? Esse confinamento tem me feito olhar pra minha própria casa de um ângulo diferente e isso tem me enchido de imaginação. Eu sou do tipo que gosta de aproveitar tudo e qualquer coisa, principalmente as mais comuns, fora o tempo que temos pra poder pensar, com certeza eu estou usando isso ao meu favor e sempre que posso, estou compondo.




O período pelo qual estamos passando irá afetar a tua maneira de compor? Sim, estou praticando como nunca antes e sentindo fluidez nos temas das letras. Vejo uma dinâmica de criação surgir quase como uma forma minha de entendimento de como a minha composição acontece, estou tentando ser muito positiva neste momento.



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