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  • Sérgio Martins

Marina Lima: "Estou mergulhada no mar da música"


Marina Lima é uma das artistas que eu mais escutei na vida. Eu acho Virgem um clássico do pop nacional (e digo isso a ela todas as vezes em que nos encontramos), acho que suas produções, ao contrário de muitas outras lançadas os anos 80, não ficaram datadas. Amo maneira que combina a MPB com o pop internacional, o bom gosto de suas composições e o olho clínico para trabalhar com os instrumentistas que sempre têm algo a acrescentar à sua bagagem musical. Marina Lima lançou, em 2018, o álbum Novas Famílias. Mais do que uma declaração de amor à São Paulo, cidade que escolheu para morar há mais de uma década, é um manifesto social e político de rara grandeza. E é animador saber, através dessa entrevista, que ela vem trabalhando num material novo.

Com vocês, Marina Lima!



O que você anda escutando nesse período tão estranho para todos nós?

Geografia do Sentimento, primeiro disco do Antônio Patriota. Ele é um amigo de infância. Nos conhecemos quando ambos tínhamos dez anos de idade em Washington D.C., no período em que morei e estudei lá. Descobrimos juntos muitos dos meus pilares musicais: Beatles, Beach Boys, Stevie Wonder, Tom Jobim.... Ele já tocava lindamente piano. Antonio seguiu a carreira diplomática (sua família toda fez Itamarati, até por isso o conheci pois nossos pais eram bastante amigos), já foi embaixador brasileiro na Suíça, China, Estados Unidos, Itália e agora se encontra no Egito. E eis que no ano passado lançou seu primeiro disco instrumental produzido pelo Léo Gandelman. O disco é lindo! Para mim bate como uma viagem musical por caminhos e lugares que passam pela nossa infância e adolescência, e revela o músico e compositor sensível que ele é.



Você ainda encontra inspiração para produzir ou se dedica a outras atividades? Sim, a música é um mundo à parte. Venho aproveitando esse período para estudar. Tenho tocado violão como há muito não fazia. E essa relação estreita com o instrumento me fez voltar a compor e criar, também no computador. Ando mergulhada no mar da música.

O período pelo qual estamos passando irá afetar tua maneira de compor?

Acho que sim. Até pelo fato de dispor de mais tempo agora. Antes da quarentena, os compromissos e demandas da profissão ocupavam muito espaço no meu dia a dia. Agora voltei ao que mais gosto de fazer. Esses tempos difíceis requerem uma reflexão profunda, um reinventar nosso, e com certeza isso irá refletir no meu trabalho.




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