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  • Sérgio Martins

PJ: "Não podemos ficar parados"


Quando o Skank ganhou o disco de platina pelas quatrocentas quaquilhões de cópias de O Samba Poconé, em 1997, fez uma apresentação de gala no Olympia, tradicional casa de São Paulo. O show de abertura foi do J. Quest, banda que então era empresariada por Fernando Furtado, o mesmo do Skank. Adorei a entrega deles no palco, principalmente a do baixista, PJ, um sujeito tão cool quanto Bernard Edwards, do Chic, e um disparador de grooves nato. A minha relação com o Jota Quest - como eles passaram a se chamar no segundo álbum, de Volta ao Planeta (1998) - teve seus altos e baixos. Mas nunca deixei de amar essa entrega deles e sempre fui (e sou e serei) um grande admirador de PJ. É um amigo de longas conversas por whatsapp, onde falamos de nossos baixistas prediletos e nosso amor pela soul music, recomendamos música e damos muita risada. PJ, além de soulman de alta patente, ama heavy metal. E nesse Canções do Confinamento, ele não apenas dá pistas do que anda escutando como também anuncia seu projeto paralelo: o No Life on Earth, banda de metal pesado ao lado de Allan Wallace, do grupo mineiro Eminence, e conta até com participação de Andreas Kisser, do Sepultura. Com vocês, PJ!

https://www.facebook.com/nolifeonearthband

O que você anda escutando nesse período tão estranho para todos nós?

Mudvayne , Pearl Jam,INXS , Chronixx , Anderson Paak...



Você ainda encontra inspiração para produzir ou se dedica a outras atividades?

Sim, sempre produzindo ! Estou com vários projetos novos ... inclusive um de metal, o No Life on Earth. Ele foi idealizado pelo Allan Wallace, do grupo mineiro Eminence, e conta com uma galera de L. A. Tem um de tributo ao Bob Marley e o novo disco do Jota Quest.

https://www.instagram.com/nolifeonearthband/

O período pelo qual estamos passando irá afetar a tua maneira de compor?

Nós, artistas, somos muito inquietos. Não nos entregamos. O confinamento está nos dando um tempo que nunca tivemos: o Jota Quest fazia doze shows por mês e ainda tinha o tempo gasto com deslocamento. Por mais que a banda ainda esteja em atividade, estou tendo um tempo que nunca tive. Tenho aproveitado para compor, mas eu faço as minhas próprias regras. Fiz uma paradinha legal com o (saxofonista) Milton Guedes, tenho um projeto de heavy metal... porque você sabe, é Belo Horizonte, não São Paulo o berço do metal no Brasil. E eu sempre gostei do gênero, né? Mas se prepare porque vai sair muita coisa: tanto que antecipamos o lançamento do nosso primeiro single, a Voz do Coração, que tem participação do rapper Rael. Estamos fazendo muita coisa.



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